um dia por vez
sempre gostei de escrever, sempre gostei de compartilhar os meus sentimentos e percepções. as palavras sempre me ajudaram a expressar muitas coisas e muitas vezes me salvaram. definitivamente, nunca imaginei escrever pelo motivo de perder alguém. nunca imaginei escrever cartas para alguém que partiu. mas essa é mais uma tentativa de me salvar. e quem sabe, se esses textos chegarem a algum lugar, acolher a dor de alguém.
há quase dois meses, perdi o amor da minha vida. vítima do suicídio. e desde então, tenho tentado sobreviver um dia por vez. e a cada dia, tenho a convicção de que sobreviver será o meu máximo até o momento de também partir. ainda lembro que quando constataram a morte cerebral dele, a psicóloga do hospital me disse que o processo do luto é algo muito complicado, principalmente, por não termos referências para lidar com esse momento. e que eu veria que o luto por suicídio é diferente de qualquer outro luto. e realmente é.
há quase dois meses, perdi o amor da minha vida. vítima do suicídio. e desde então, tenho tentado sobreviver um dia por vez. e a cada dia, tenho a convicção de que sobreviver será o meu máximo até o momento de também partir. ainda lembro que quando constataram a morte cerebral dele, a psicóloga do hospital me disse que o processo do luto é algo muito complicado, principalmente, por não termos referências para lidar com esse momento. e que eu veria que o luto por suicídio é diferente de qualquer outro luto. e realmente é.
algo que me pegou de surpresa é a solidão que se sente. é um luto evitado por todos ao nosso redor. ninguém sabe como agir. hoje é um daqueles dias que eu gostaria de entrar em uma concha e não mais sair. pois sinto que ninguém próximo a mim consegue me compreender. ou ao menos, me ouvir. pois ninguém quer conversar sobre o luto, nem tão pouco, um luto por suicídio. e assim, sinto que nós, sobreviventes de uma tragédia, vamos nos afundando em palavras não ditas.
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